Às vezes acho que penso demais
Às vezes acho que penso demais. Acho não, tenho certeza. Pelo menos não acho isso sozinho. Ficar divagando sobre sentimentos e razões, anseios profissionais, histórias de namorados antigos e mais uma mistura de pensamentos vãos, é sempre bem vindo. Principalmente quando se tem alguém tão doido quanto eu mesmo para partilhar. Mas por maior que seja a especulação, só nós vamos saber e lembrar o que foi dito e pensando naquele momento. Que bom.
Naquela noite percebi o quanto não tenho conteúdo sobre nada. Conversamos sobre tantos assuntos que não consigo lembrar de nenhum. Não me acrescentou nada, não aprendi mais espanhol, inglês ou francês. Não aprendi regras gramaticais, técnicas jornalísticas, retórica. Nada. E daí? Será que toda conversa precisa ter um objetivo?
Conversar fiado é a melhor coisa que existe no mundo. Espero que, se você estiver lendo essas palavras, converse fiado o mais rápido possível. Mas tem um detalhe. Para conversar fiado, você e a outra pessoa precisam ter conteúdo (contraditório mas no parágrafo acima era uma opinião sobre mim mesmo), justamente para jogar tudo isso para o ar e tentar pegar o que vai estar espalhado. Geralmente quem faz o convite para conversar fiado tem conteúdo. Mas é tão chato quando vemos o outro calado. E aí nesse silêncio fazemos as piadinhas mais idiotas. (quando consigo fazer silêncio diante dessa outra pessoa e não me sinto estranho percebo que encontrei alguém especial, sem sentido sexual, por favor)
O que é conteúdo? É algo que se tem por dentro. Simples? Não muito. Falo de conteúdo de vida, saudades, histórias para contar, teorias pseudo-antro-filosoficas, experiências de trabalho, bom-humor, sarcasmo, ironia, análises da vida alheia, paixão, literaturas, poesias, nomes de remédios, diagnósticos clínicos, tudo o que tiver dentro para ser jogado para fora. É como se duas crianças estourassem um travesseiro de penas no ar (admito, essa comparação é bem gay).
É difícil conversar fiado com quem se conheceu ontem. Precisa-se de compromisso, confidenciabilidade, conivência e convivência. Não são regras, não se tendo isso fica mais difícil, mas não impossível.
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Naquela noite percebi o quanto não tenho conteúdo sobre nada. Conversamos sobre tantos assuntos que não consigo lembrar de nenhum. Não me acrescentou nada, não aprendi mais espanhol, inglês ou francês. Não aprendi regras gramaticais, técnicas jornalísticas, retórica. Nada. E daí? Será que toda conversa precisa ter um objetivo?
Conversar fiado é a melhor coisa que existe no mundo. Espero que, se você estiver lendo essas palavras, converse fiado o mais rápido possível. Mas tem um detalhe. Para conversar fiado, você e a outra pessoa precisam ter conteúdo (contraditório mas no parágrafo acima era uma opinião sobre mim mesmo), justamente para jogar tudo isso para o ar e tentar pegar o que vai estar espalhado. Geralmente quem faz o convite para conversar fiado tem conteúdo. Mas é tão chato quando vemos o outro calado. E aí nesse silêncio fazemos as piadinhas mais idiotas. (quando consigo fazer silêncio diante dessa outra pessoa e não me sinto estranho percebo que encontrei alguém especial, sem sentido sexual, por favor)
O que é conteúdo? É algo que se tem por dentro. Simples? Não muito. Falo de conteúdo de vida, saudades, histórias para contar, teorias pseudo-antro-filosoficas, experiências de trabalho, bom-humor, sarcasmo, ironia, análises da vida alheia, paixão, literaturas, poesias, nomes de remédios, diagnósticos clínicos, tudo o que tiver dentro para ser jogado para fora. É como se duas crianças estourassem um travesseiro de penas no ar (admito, essa comparação é bem gay).
É difícil conversar fiado com quem se conheceu ontem. Precisa-se de compromisso, confidenciabilidade, conivência e convivência. Não são regras, não se tendo isso fica mais difícil, mas não impossível.
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Comentários
Bjo
O texto até que é legal, mas este comentário é um tanto quanto prepotente, não achas?