Ineditismo

Ineditismo. Foi a primeira palavra que ouvi quando comecei a estudar jornalismo. E por isso me apaixonei e continuo me apaixonando. Fazer algo diferente a cada dia que acordo, sem rotina, sem hora marcada. Encarando os fatos e as perdas. Ninguém pode julgar se faço certo ou errado. Faço da minha maneira. Para a sociedade.
Devo ser um espelho da consciência crítica de uma comunidade em determinado espaço de tempo. Um espelho que reflita com nitidez a dimensão aproximada ou real dessa consciência. E que não tema jamais ampliá-la. Pois se não me faltar talento e coragem, refletirei tão somente uma consciência que de todo ainda não amanheceu. Mas que acabará por amanhecer.
Digo que um jornal pode estar até mesmo adiante do sentimento da média das pessoas que o lêem. E feri-lo por causa disso. Mas assim sendo, outra coisa não lhe cabe ser, e poderá operar a mudança do sentimento.
A democracia depende de cidadãos bem informados.
Antes de ser um negócio, jornal deve ser visto como um serviço público. E como servidor público deverá proceder. Mais do que informações e conhecimentos, o jornal deve transmitir entendimento. Porque é do entendimento que deriva o poder. E em uma democracia o poder é dos cidadãos.
A concentração de veículos de comunicação nas mãos de poucos donos conspira contra o jornalismo de qualidade e é uma séria ameaça ao pluralismo de opinião.
Por isso tenho um BLOG.

Obrigado e volte sempre.

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