Filme para o fim de semana
Raimundo Nonato, um nordestino que acaba de chegar numa grande cidade sem dinheiro nem lugar para morar, arruma emprego num boteco, onde é explorado, mas mostra seu talento na gastronomia. Suas cozinhas conquistam mais clientes para o bar e também a prostituta Iria, com quem o protagonista passa a se envolver. Paralelamente, observamos o personagem na prisão após cometer um crime que é revelado somente no fim. O que mais seduz o espectador nesta comédia dramática, além da atuação eficiente de João Miguel, é o fato do roteiro de Estômago conseguir contar com clareza a história do personagem em dois momentos distintos. As tramas são envolvidas de forma tão atraente que é impossível não se empolgar ao acompanhar essa caminhada do personagem rumo à saída do anonimato e o reconhecimento pelo talento, cada um à sua maneira. Os diálogos em Estômago são engraçados, espertos e inteligentes, tornando-se mais um dos muitos atrativos neste longa-metragem.
Estômago utiliza-se com destreza de elementos como a fotografia, a trilha sonora, a direção, a montagem e o roteiro para se tornar um prato único e apetitoso. Mesmo também trabalhando com elementos indigestos, como a história em si do protagonista, que envolve crimes, exploração e amores trágicos. O diretor Marcos Jorge transforma elementos repugnantes, à primeira vista, num filme apetitoso.
Trailer.
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