Quem é Ali Kamel
Parece nome de terrorista, de repente até o é mas Ali Kamel é o diretor de jornalismo da rede Globo de televisão. Nesta terça-feira (23/01) ele publicou um artigo no jornal O GLOBO, "O Jornalismo" refletindo alguns pensamentos.
No site Observatório da Imprensa, uma discussão já foi gerada e estou aqui para ser mais um a expor esse fato.
"Quando o óbvio não é óbvio para todos
Por Luiz Weis em 24/1/2007
Sob o título-ônibus "O jornalismo", o jornalista Ali Kamel publicou no Globo de terça-feira (23/1) o primeiro de pelo menos dois artigos sobre o inesgotável tema [pelo menos, porque ele faz referência a um próximo texto, mas não diz se outros virão em seguida].
O artigo [ver abaixo] se propõe a responder a uma pergunta que o debate recente sobre o comportamento da mídia brasileira colocou no ar. Nas palavras de Kamel: "O jornalismo é um campo de batalha de ideologias ou é uma forma de conhecimento da realidade?"
Ele prefere a segunda alternativa e explica por quê. A rigor, no entanto, as alternativas não se excluem.
A busca do conhecimento da realidade imediata – da verdade como ela pode ser identificada no dia-a-dia, com os recursos ao alcance de quem procura captá-la e transmiti-la, segundo um protocolo de procedimentos amplamente adotado na grande imprensa – não impede necessariamente que a ideologia se intrometa no processo, nem que isso ocorra com freqüência maior do que desejável.
Se assim não fosse, o problema da credibilidade da mídia não existiria ou, se existisse, estaria restrito a uma questão de técnica ou qualidade jornalística: se diria que o jornal A merece menos confiança do que o B porque este escolhe melhor, apura melhor e edita melhor do que o outro os assuntos do dia.
De todo modo, Kamel argumenta com razão que se se aceitasse que os órgãos de mídia devessem escolher os fatos a apurar e a transmitir de acordo com os valores de quem os escolhe, qualquer que fosse a sua presumível relevância para o leitor, o produto não seria jornalismo, mas publicidade.
Numa situação em que bastasse ao público conhecer claramente a posição de cada jornal para escolher aquele que melhor representa a sua verdade, "o objetivo dos jornais seria a cotidiana busca de adeptos de uma determinada visão do mundo. Fariam, então, propaganda; propaganda política, mas propaganda". Resultado: "Os jornais estariam mortos ou definhando".... "
No site Observatório da Imprensa, uma discussão já foi gerada e estou aqui para ser mais um a expor esse fato.
"Quando o óbvio não é óbvio para todos
Por Luiz Weis em 24/1/2007
Sob o título-ônibus "O jornalismo", o jornalista Ali Kamel publicou no Globo de terça-feira (23/1) o primeiro de pelo menos dois artigos sobre o inesgotável tema [pelo menos, porque ele faz referência a um próximo texto, mas não diz se outros virão em seguida].
O artigo [ver abaixo] se propõe a responder a uma pergunta que o debate recente sobre o comportamento da mídia brasileira colocou no ar. Nas palavras de Kamel: "O jornalismo é um campo de batalha de ideologias ou é uma forma de conhecimento da realidade?"
Ele prefere a segunda alternativa e explica por quê. A rigor, no entanto, as alternativas não se excluem.
A busca do conhecimento da realidade imediata – da verdade como ela pode ser identificada no dia-a-dia, com os recursos ao alcance de quem procura captá-la e transmiti-la, segundo um protocolo de procedimentos amplamente adotado na grande imprensa – não impede necessariamente que a ideologia se intrometa no processo, nem que isso ocorra com freqüência maior do que desejável.
Se assim não fosse, o problema da credibilidade da mídia não existiria ou, se existisse, estaria restrito a uma questão de técnica ou qualidade jornalística: se diria que o jornal A merece menos confiança do que o B porque este escolhe melhor, apura melhor e edita melhor do que o outro os assuntos do dia.
De todo modo, Kamel argumenta com razão que se se aceitasse que os órgãos de mídia devessem escolher os fatos a apurar e a transmitir de acordo com os valores de quem os escolhe, qualquer que fosse a sua presumível relevância para o leitor, o produto não seria jornalismo, mas publicidade.
Numa situação em que bastasse ao público conhecer claramente a posição de cada jornal para escolher aquele que melhor representa a sua verdade, "o objetivo dos jornais seria a cotidiana busca de adeptos de uma determinada visão do mundo. Fariam, então, propaganda; propaganda política, mas propaganda". Resultado: "Os jornais estariam mortos ou definhando".... "
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